_________Luandabe____________Luandabel
______LuandabelaLuan_______LuandabelaLuanda
____LuandabelaLuandabel___LuandabelaLuandabel
___LuandabelaLuandabelaLuandabelaLu_______Luan
__LuandabelaLuandabelaLuandabelaLu_________Luan
_LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuanda_______Luan
_LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabela______L
LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabelaLuan__Lua
LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandab_L
LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabel
LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabel
_LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandab
__LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabelaLuand
____LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandabelaLu
______LuandabelaLuandabelaLuandabelaLuandab
_________LuandabelaLuandabelaLuandabelaL
____________LuandabelaLuandabelaLuand
______________LuandabelaLuandabela
_________________Luandabela♥♥♥
___________________♥♥♥♥♥♥
_____________________♥♥♥
______________________♥
__________♥Olá♥ Caríssimo♥
_____________##
____________###*
________.*#####
_______*######
_____*#######
____*########.
___*#########.
___*######*###*
__*#########*###
_*##########*__*##
_*###########___*
_#########
_*##*#####
_*_########
____#######
_____*######
______*#####*
___EU___*####*
__QUERO___*####
__VOCÊ_______*##*
__FELIZ TODO___*##
__DIA___________*##.
______________.#####. Beijos :-***
___________.##########
__________.####*__*####
Na verdade... :x
Nós todos precisamos uns dos outros, eu, por exemplo, preciso
De você... Do seu carinho e da sua amizade.
Luandabela -)(-:

terça-feira, 4 de maio de 2010

New Dawn - Cap. 5 - Casamento





ÁS VEZES EU PERGUNTAVA PARA MIM MESMA SE, POR TRÁS DAQUELE rosto angelical e infantil, Alice tinha algum prazer sádico em me colocar em situações constrangedoras.
Eu olhava quase congelada para a lingerie azul royal que ela colocara atrás do biombo onde eu começaria a me trocar para o casamento. 
Claro que eu a havia experimentado na loja e sabia que em algum ponto eu teria que usá-la com o Edward – o mero pensamento de estar diante dele com tal tipo de roupa fazia o meu coração acelerar e o meu rosto se aquecer a tal ponto que tenho certeza que qualquer um me confundiria com um pimentão ambulante – entretanto, eu não estava preparada para usar aquilo diante da minha mãe e de Esme. Especialmente considerando-se que Rosalie também estava no quarto e não sei se eu conseguiria sobreviver a um novo comentário sobre a preferência de Emmett por lingeries vermelhas. 
Talvez eu estivesse fazendo tempestade em um copo d' água, afinal, eu já conversara com Renee sobre sexo. Contudo, uma coisa é ter uma conversa "técnica" com sua mãe sobre isso, outra completamente diferente é aparecer na frente dela com uma lingerie insinuante que você usará na frente do seu futuro marido. E ainda havia Esme! Com ela eu não conseguia me imaginar, de modo algum, conversando sobre o assunto. 
- Alice... Eu não posso... – balbuciei, baixinho, atrás do biombo, de modo que apenas a minha futura irmã pudesse escutar. 
No mesmo instante, o rosto dela surgiu, me encarando com aqueles olhos brilhantes e quase hipnóticos, o sorriso perfeito desenhando-se no rosto de fada dela. 
- Seja boazinha, Bella – ela falou com sua voz melodiosa e suave – Você não pode usar o vestido de noiva por cima de um roupão de banho. Além disso, é a tradição. Uma coisa antiga, uma coisa emprestada, uma coisa nova e uma coisa azul. A lingerie é a coisa azul. Não quer quebrar a tradição, quer? 
Como eu poderia dizer não para aqueles olhos pidões? Precisava me resignar que Alice tinha esse poder de persuasão sobre mim quando se tratava dos planos mirabolantes dela sobre festas. Por mais que eu pedisse, gemesse e implorasse, acabava fazendo grande parte das coisas da maneira dela. Invariavelmente eu me sentia como se estivesse negando à uma criança a diversão de uma brincadeira, porque ás vezes parecia que ela estava brincando de “casinha” comigo. 
- Tudo bem... – eu suspirei, encarando a roupa de baixo por mais alguns segundos, antes de finalmente criar coragem. 
- Boa menina – Alice respondeu, o sorriso se tornando ainda maior. 
Assim que ela me deixou novamente sozinha, comecei a me vestir, notando que além da lingerie que havíamos comprado, Alice acrescentara uma liga, também azul. Ela estava levando aquela história de tradição a sério demais. 
Eu sabia que teria que jogar o buquê para as mulheres conforme manda o figurino, mas não imaginei que Alice acrescentaria a liga para que Edward a jogasse para os homens. Aliás, não consigo nem imaginar o que ela poderia ter dito a ele para convencê-lo a fazer isso. 
A mera idéia dos dedos frios de Edward segurando a minha coxa com delicadeza e carinho para poder tirar a liga fez com que eu me esquecesse de respirar por alguns segundos e me sentisse completamente zonza. Acho que eu acabaria tendo que agradecer a Alice por isso. 
Ainda um pouco relutante, saí de traz do biombo para encarar minhas mães e minhas irmãs. Alice estava parada praticamente ao meu lado, enquanto Renee e Esme estavam sentadas lado a lado na cama de casal, ao passo que Rosalie se acomodara na poltrona de canto, que apesar de ser um móvel relativamente simples, mais parecia um trono em conseqüência de toda a majestade que a figura dela evocava. 
- Bells? – foi a voz de Renee quem me chamou, carinhosa e levemente divertida – Se você não descruzar os braços não vamos poder ver como você está e nem te ajudar a se aprontar. 
Soltando um suspiro quase inaudível, deixei, finalmente, que meus braços saíssem da altura dos seios, caindo, de qualquer jeito, ao lado do meu corpo. Eu tinha certeza que estava mais vermelha do que nunca, e, considerando as minhas roupas de baixo azuis, era certo que eu havia passado de um pimentão à uma versão humana da bandeira dos Estados Unidos. 
- Eu poderia ter colocado meu vestido sozinha. Eu já fiz isso no dia da prova. – reclamei, mas sem muito empenho, não queria magoar o sentimento delas. 
Estavam todas sendo tão maravilhosas. Apesar do meu embaraço, eu estava tão nervosa com toda a cerimônia, repassando na cabeça todas as pequenas possibilidades das coisas darem errado que, se não fosse pela presença delas – até mesmo de Rosalie –, eu já teria me despedaçado em um milhão de pedaços ou teria caído no chão em posição fetal incapaz de fazer qualquer coisa a não ser me deixar engalfinhar por um ataque de pânico. 
- Não dá para você se vestir sozinha hoje, Bella – Alice respondeu com a paciência de um adulto que, detalhadamente, explica para uma criança, algo absurdamente óbvio. – Não podemos arriscar que seu vestido se amarrote ou que ele se manche com a maquiagem ou com o laquê de cabelo. 
Eu suspirei, deixando que ela me encaminhasse até a penteadeira. Não poderia deixar que, com uma coisa tão besta como minha vergonha, eu destruísse a perfeição do meu casamento de contos de fadas. 
Assim que eu fui instalada de frente ao espelho, minha dama de honra começou a me maquiar com suas mãos hábeis, ao mesmo tempo em que Esme ajeitava o meu cabelo. Rosalie acompanhou Renee até o quarto de Alice. Meu vestido ficou guardado lá até o último minuto. 
Mesmo sabendo que as duas poderiam fazer o mesmo trabalho com o dobro da velocidade e alcançarem o mesmo resultado perfeito, fiquei grata a elas que fizessem um trabalho mais lento para que eu pudesse aproveitar cada mínimo segundo em que Bella Swan se transformava a olhos vistos em um princesa. 
- Pronto – escutei Esme dizendo, enquanto pousava maternalmente as mãos em meus ombros. 
Eu podia ver o sorriso sereno dela através do reflexo do espelho, assim como notei que ela e Alice trocaram um olhar discreto, que fez com que minha irmã se contivesse, ainda que momentaneamente, em algum rompante entusiasmado. 
Se eu não soubesse que Edward era o único capaz de ler pensamentos na família, poderia imaginar que algo assim teria acontecido entre as duas. 
- Vou ver por que Rose e Renee estão demorando tanto – Alice falou. 
No instante seguinte, ela levantou-se, praticamente bailando até a porta, e me vi completamente sozinha com a minha futura sogra. Encabulada, eu sorri para ela. 
Esme mantinha no rosto a expressão tranqüila que parecia sempre acompanhá-la. Toda vez que eu olhava para aquele rosto em formato de coração, a boca pequena e bem desenhada, os olhos redondos e quase sonhadores, e os cabelos castanhos emoldurando aquela obra de arte, me vinha à mente as estrelas do cinema mudo americano. Era fácil imaginar Esme fazendo o papel de heroína nos dramas do Griffith. Era como estar diante de uma versão mais bela e exuberante de Lilian Gish. 
E, considerando o pouco que Edward havia me contado sobre o passado de Esme, ou melhor, o que a discrição dele havia lhe permitido contar, a vida dela não fora muito diferente dos dramas que as heroínas que ela tanto lembrava viviam nas telas de cinema do tempo em que ela ainda era humana. 
Ainda assim, ela encontrou espaço em seu coração para amar Carlisle, para amar os filhos adotivos, e até mesmo para me amar e me aceitar tão carinhosamente em sua família. 
- Como mais cedo, Alice frisou bem, – ela começou, com uma voz tão delicada que parecia ter saído dos lábios de um querubim – a tradição pede que a noiva use uma coisa antiga, uma azul, uma nova e uma emprestada.
Eu assenti, olhando de relance para a superfície da penteadeira onde minha pulseira de prata, hoje apenas com o pingente em forma de coração que Edward me dera, acompanhada do anel de noivado que também pertencera à falecida mãe dele, faziam conjunto com o par de brincos que eu ganhara de Renee – que preferiu dar a coisa nova, afinal, desejava que eu tivesse uma sorte melhor que a dela e de Charlie. 
- Falta apenas a emprestada – Esme continuou, fazendo um movimento tão rápido que não consegui perceber de onde ela tirara a caixinha de veludo negro que agora entregava a mim. 
Eu abri com cuidado e curiosidade, vendo, então, um lindo camafeu branco, com o desenho em alto relevo de uma mulher, que, em muito, lembrava, a beleza cândida de Esme.
- Pertenceu à minha avó – ela explicou, enquanto eu mantinha meus olhos fixos na jóia. – Ela deu para minha mãe, que me passou quando fiz meus dezesseis anos. Meu desejo era dá-lo de presente para a noiva do meu filho, quando ele se casasse.
Eu notei uma discreta pausa na fala dela, compreendendo que Esme se referia não a Edward como eu pensara a princípio, mas ao bebê que morrera muitos anos atrás. 
- Entretanto – ela retomou a fala – eu o emprestei para as minhas filhas nos casamentos delas, e, como você vai se casar com Edward e se tornar também minha filha, ficaria muito feliz se usasse o camafeu.
Eu não consegui responder com palavras a gratidão e a felicidade que esse gesto me trouxe. Simplesmente me joguei para frente, me agarrando ao pescoço de Esme em um abraço apertado, ao mesmo tempo em que segurava as minhas lágrimas, pois, se borrasse a maquiagem que Alice fizera com tanto esmero, era provável que não houvesse mais uma noiva para realizarem o casamento.
- Assim eu vou acabar ficando com ciúmes – Renee brincou, já na porta do quarto, ao lado de Alice e Rosalie, fazendo com que me soltasse de Esme e voltasse minha atenção para ela. 
- Você é minha primeira mãe, Renee. Nada vai mudar isso – eu respondi sorrindo. 
Alice se aproximou com o vestido de noiva nos braços e eu desviei meu olhar para ele. Ali estava a minha armadura, meu amuleto da sorte. Faltava apenas que eu o vestisse, e, então, eu estaria pronta para caminhar até o altar onde Edward me esperava. Onde eu me tornaria Bella Cullen.


Desci as escadas sentindo uma ansiedade começar a crescer dentro de mim. Eu estava nervosa e tensa. Mas era um tipo diferente de nervosismo, muito diferente daquele que eu senti quando achei que Victoria e os recém-nascidos iriam matar toda a minha família e os meus amigos. Era uma apreensão feliz, a sensação de que bastavam alguns poucos passos para que o meu “felizes para sempre” se concretizasse. Poucos passos, poucos minutos. Tão poucos que quase me faltava o ar de tanta alegria. 
No fim da escadaria, Charlie já me esperava, vestindo um terno cáqui que de algum modo conseguia manter o ar de dignidade e autoridade que o chefe de polícia de Forks deveria passar. 
- Bells, você está maravilhosa – ele disse, bastante entusiasmado. Aliás, pela primeira vez desde que contamos para ele sobre o casamento.
- Obrigada, pai – respondi, sorrindo de orelha a orelha, mal conseguindo me conter.
Dei meu braço a ele, deixando que Esme, Renee e Rosalie saíssem em direção do local onde aconteceria a cerimônia. Alice posicionou-se à nossa frente, pronta para desempenhar seu papel de dama de honra. 
- Então... – Charlie começou a falar, enlaçando meu braço do dele – Ainda dá tempo de desistir. 
- Há…há…há... Muito engraçado, pai. Muito engraçado. – eu fingi uma risada ante ao comentário sarcástico de Charlie.
- A esperança é a última que morre – ele falou mais uma vez. 
Minha resposta foi revirar os olhos. Sabia que Charlie estava brincando, mas sabia que no fundo ele ainda se incomodava com minha relação com Edward. Eu entendia a sua super proteção paterna, mas Charlie um dia teria que entender que meu amor por Edward era tão grande que viver sem ele era pior do que me tirarem o ar. 
Na verdade, o fato de Charlie estar ali ao meu lado, prestes a me entregar para os braços do meu eterno amor, era prova de que ele estava começando a entender e aceitar que eu só seria realmente feliz e completa estando ao lado de Edward. Era um começo. 
Quando chegamos à enorme porta de vidro que desembocava no quintal dos fundos da casa – onde o cenário para o casamento havia sido montado – eu senti meus joelhos fraquejarem, tanto que Charlie teve que segurar meu braço com um pouco mais de força. 
- Bells, está tudo bem? – Eu ouvi ele me perguntar discretamente, mas estava tão boquiaberta que não consegui balbuciar nenhuma resposta.
Até aquele instante eu ainda não havia conferido o resultado completo do trabalho de Alice, e uma coisa era ver tudo sendo montado e arranjado, outra muito diferente era testemunhar a magia em ação. Minha futura irmã vidente havia sido exageradamente perseguidora e sufocante na maioria do tempo – ou em grande parte dele – nos últimos meses, mas agora eu reconhecia que encarar a obsessão de Alice havia valido à pena. Perfeição não era bom o suficiente para descrever o que ela havia conseguido orquestrar naquele fim de tarde nublado. Era mais do que um sonho se tornando realidade, pois nenhum dos meus sonhos – embora eu nunca tivesse sonhado muito com a cerimônia em si e mais o que viria depois dela – fazia justiça aquilo.
Havia tantas flores que tentar contá-las se provaria uma tarefa tão hercúlea como tentar contabilizar as estrelas no céu. A decoração da minha desastrosa festa de dezoito anos parecia fichinha perto daquilo. Havia luzes e tudo era branco, marfim, dourado e rosa-bebê em meio ao verde exuberante de Forks. Eu quis chorar e agradecer à Alice por ser tão absurdamente maravilhosa, mas quando procurei os olhos da minha dama de honra descobri que ela esteve esse tempo todo monitorando as minhas reações.
Alice sorriu seu encantador sorriso de fada.
- O prazer foi todo meu, Bella. – E aquele foi o único aviso que eu tive, pois no instante seguinte ela já estava valsando em direção ao altar.
Eu respirei fundo, proibindo a mim mesma de me esquecer de respirar. Meus pulmões estavam ali, inteiros, e eu dependia deles para chegar igualmente inteira até Edward, sem ter nenhuma síncope pelo caminho. Eu simplesmente me recusava a arruinar aquele momento com minhas estúpidas reações humanas. Se tudo parecia mágico e deslumbrante para mim, então apenas posso imaginar como deveria ser para Edward, que sempre fora o mais empenhado de nós dois em nos levar para o altar. E apesar de saber que meu anjo me perdoaria sem hesitar se eu por acaso tropeçasse ou desmaiasse por falta de ar durante a minha entrada, porque Edward me aceitava e me amava simplesmente do jeito que eu sou – incluindo os desastres e a falta de sorte – eu é quem não perdoaria a mim mesma se maculasse a memória daquela cerimônia ou desse a Emmett algo para rir pelos próximos duzentos ou trezentos anos.
Edward, Charlie, Renée, Alice, Esme, Carlisle, Rosalie, Emmett, Jasper... Todos eles já haviam repetidamente provado o quanto eram maravilhosos. Agora era a minha vez de provar que era digna de todo o empenho, consideração e carinho deles. 
- Está tudo bem – e realmente estava, nada poderia estar melhor, apesar das minhas pernas terem virado geléia e a minha voz insistir em falhar – Estou pronta, vamos nessa.
Pelo olhar periférico eu vi Charlie sorrir um tanto relutantemente, como se não quisesse dar o braço à torcer e fazer aquilo, mas, ao mesmo tempo, não conseguisse evitar. 
- Obrigada, pai. Por tudo.
Havia muito mais que eu gostaria de dizer a Charlie. Infinitamente mais. Como que tudo ficaria bem, que eu seria feliz, que Edward e eu cuidaríamos bem um do outro, que eu iria voltar algum dia... Que iria vê-lo de novo, depois que eu não apresentasse mais uma ameaça para a vida dele e de todos em Forks – embora aquela última parte fosse mais uma promessa que eu fazia a mim mesma do que algo que pudesse ser declarado em voz alta para os meus familiares humanos. Porém a costumeira inabilidade em articular palavras que havia herdado do meu pai levou a melhor sobre mim e não consegui dizer mais nada além daquele agradecimento cafona. Mas aquilo teria de bastar, pois o tempo já havia acabado – Alice estava a meio caminho do altar e a minha marcha nupcial começou a tocar.
Meus olhos encontraram o ouro líquido que eram as íris de Edward e eu tive um lapso momentâneo na minha resolução de continuar respirando. Repentinamente pareceu muito fácil mover um pé na frente do outro para caminhar até o meu anjo. Edward exercia essa atração irrefreável sobre mim, como se cada célula do meu corpo gritasse por ele, cantasse por ele. 
“La tua cantante”, as palavras de Aro vieram à minha cabeça como resposta aos meus pensamentos. Meu encontro com os Volturi na Itália havia sido um pesadelo o qual até agora eu temia em recordar, mas ao menos aquela lembrança isolada não era de todo ruim. A verdade é que até hoje ninguém além de Aro conseguira definir tão bem o que era aquela força gravitacional que mantinha Edward preso a mim e eu a ele. Era mais do que amor, era mais do que destino... Eu simplesmente pertencia à Edward, e ele, em breve, pertenceria à mim.
Quando me aproximei de Edward e senti os dedos dele envolvendo os meus, o mundo ao meu redor desapareceu completamente, até a voz do juiz de paz que realizava a cerimônia parecia um murmúrio distante. Havia apenas Edward e eu. Nada mais era necessário para me fazer sentir o peso do compromisso que estávamos assumindo. Apenas me dei conta de que o tempo não havia se congelado quando vi os lábios do meu anjo se moverem e sua voz melodiosa começar a dizer os votos de casamento. 
Havia tanto que eu desejava dizer a ele naquele momento e muito que ele desejaria dizer para mim. Mas, como ser plenamente sinceros em nossos sentimentos sem revelar a Forks inteira que ele era um vampiro ou quaisquer outros detalhes sobrenaturais do nosso relacionamento?
Não apenas isso. Eu senti que seria impossível dizer em palavras comuns o quanto Edward significava para mim. Por isso sugeri que usássemos trechos de nossos poemas favoritos, aqueles que diriam muito além do que eu saberia expressar por mim mesma sem escrever um livro de milhares de páginas. Aquela foi a única coisa que eu fiz questão de bater o pé na hora da cerimônia e Alice não fez objeção alguma. 
- Meus olhos viraram pintor, e com isso esboçaram a beleza de tuas formas nas telas do meu coração – ele começou, me encarando com seus olhos dourados que pareciam dois pequenos sóis brilhando com intensidade – e meu corpo nada mais que a moldura onde tudo isso está impresso. Meus olhos desenharam tua forma, e a tua para mim são janelas para meu peito, através do qual o sol adora bisbilhotar, para te ficar ali. E, contudo, falta a seguinte inteligência aos olhos para completar sua arte, eles desenham só o que vêem, e não sabem o que se passa no meu coração.
Minha respiração se suspendeu por completo, senti meus joelhos amolecerem de vez e minha cabeça rodar de tanta emoção a ponto de achar que eu desmaiaria na frente de todos naquele exato instante. Edward pareceu perceber, segurando as minhas mãos entre as dele.
- Respire, Bella – ele murmurou baixinho, de forma que apenas eu, e talvez o juiz de paz, pudesse escutar.
Eu o obedeci sem questionar, e, ainda trêmula, comecei a dizer meus próprios votos.
- Amo-te em cada dia, hora e segundo, à luz do sol, na noite sossegada, e é tão pura a paixão de que me inundo quanto o pudor dos que não podem nada. – Me surpreendi ao me dar conta de que, contrariando mais um dos meus inúmeros temores, as palavras ressoavam claras em minha mente e límpidas e seguras na minha voz. – Amo-te com o doer das velhas penas; com sorrisos, com lágrimas de prece, e a fé da minha infância, ingênua e forte. Amo-te até nas coisas mais pequenas e por toda a vida. E assim Deus o quiser, ainda mais te amarei depois da Morte.
Os olhos de Edward brilhavam com tanta intensidade e havia tanto ardor e paixão esculpidos em seu rosto de mármore que eu temi que fosse ficar cega naquele instante, que meus frágeis olhos humanos não pudessem agüentar mirar a perfeição e beleza das emoções que lapidavam aquela face tão divina. E então eu jurei a mim mesma, ali no altar onde nos tornávamos marido e mulher e com o mesmo fervor da prece que havia em meu voto, que eu dedicaria o resto da minha vida e toda a minha existência em prol da felicidade do meu Edward, o meu anjo.
Ele então me tomou em seus braços e, apesar de eu sempre me sentir dominada pelo mais absoluto deslumbramento a cada vez que os lábios de veludo de Edward encontravam os meus, naquele instante eu me senti verdadeiramente no paraíso, e ele era tão real que eu o tocava e o ouvia murmurar “eu te amo, minha Bella” em uma voz inebriante no meu ouvido.
E assim eu me dei conta de que ainda que Edward esteja certo em seus temores, ainda que eu me torne um monstro condenado à nunca alcançar o céu, eu não precisava disso. Não precisava de um paraíso celestial. Poderia até soar como a maior das blasfêmias, mas com Edward ao meu lado eu já havia encontrado meu próprio Éden, bem ali, em Forks.


O que se prosseguiu após a cerimônia foi uma infinita procissão de convidados a cumprimentar. Todos os meus colegas de escola tinham comparecido – até mesmo Lauren. Talvez a curiosidade que todos sentiam de conhecer a casa dos Cullen e o boato de que Carlisle havia gastado uma soma de dólares repleta de zeros para bancar a cerimônia tivessem alguma coisa a ver com isso, mesmo assim eu estava feliz por ter a oportunidade de vê-los pelo que talvez fosse a última vez. Especialmente a Angela e Mike que, apesar dos pesares, sempre havia me apoiado, mesmo quando eu me tornei um zumbi naquela época que eu não faço a mínima questão de relembrar. Toda a equipe do hospital também estava ali, junto com a força policial de Forks – que consistia apenas em mais dois investigadores além de Charlie. Os demais humanos que Alice convidou eram um mistério para mim.
Os únicos vampiros ali além dos anfitriões eram o clã dos Denali. Kate, Irina, Tanya e Carmen eram, é claro, não menos deslumbrantes do que Rosalie, Esme e Alice, e o homem, Eleazar, era igualmente atraente. Contrariando as minhas piores expectativas para quando estivesse frente a frente com Tanya, a vampira que fora apaixonada por Edward, ela foi extremamente agradável comigo, e não havia qualquer antagonismo ou hipocrisia quando ela me abraçou e desejou felicidades. Aquele foi um inegável alívio – eu sabia o quanto Carlisle e toda a família gostavam dos Denali e, agora que eu também era uma Cullen, esperava sinceramente que pudesse me dar bem com todos eles. Afinal, naquele mundo onde a maioria dos vampiros eram bestas sanguinárias como James, Victoria e os Volturi, era uma esperança e um alento saber que existiam outros além do clã de Carlisle que se recusavam a ceder aos seus instintos mais primais. 
Como Rosalie havia dito no dia anterior, Seth Clearwater estava ali, junto com a mãe. Leah, entretanto, não havia comparecido. Seth e Sue foram reticentes acerca da ausência dela, mas era óbvio que todos sabíamos dos motivos para Leah não estar ali – era a mesma razão pela qual Sam e o restante do bando jamais se juntariam a nós. Aquela era uma festa de vampiros e eu, em breve, também me tornaria um deles. Uma inimiga jurada dos lobos. De forma que ausência de Leah não me afetava, e tampouco me fazia falta. Mas ter Seth e Sue ali muito me alegrava – e também a Edward. Se um vampiro e um lobisomem conseguiam se dar tão bem quanto aqueles dois, então talvez ainda houvesse uma esperança para mim e para Jacob.
Eu suspirei e tentei banir pensamentos acerca de Jacob para um recanto escuro e fechado da minha mente. Já havia tido o bastante de Jake nas últimas vinte e quatro horas, e posto a mim e a Edward em miséria o bastante por causa daquilo. Aquela noite era para ser apenas de nós dois, de Julieta e seu Romeu. A despeito das motivações de Edward para mandar aquele convite a Jacob, ele não entendia uma coisa que Jake e eu compreendíamos: não havia lugar para Páris no casamento.
- Está cansada, meu amor? – A voz aveludada de Edward murmurou a pergunta de encontro ao meu ouvido. Ele provavelmente havia interpretado meu suspiro como exaustão, embora ele não estivesse assim tão longe da verdade.
- Um pouco – confessei. – Você acha que podemos fugir dos votos de felicidade por dois minutos? – Eu pedi, usando de minha melhor expressão digna de pena. 
Edward riu, e o som era como sinos de vento, antes de tomar minha mão.
- Até mais do que isso se você quiser.
Eu sorri, embevecida com a ternura dele, e foi somente tarde demais que percebi que ele me guiava para a pista de dança. Eu tencionei, começando a sentir a insegurança que, milagrosamente, havia me abandonado durante a noite. Se até agora tudo havia se desenrolado inacreditavelmente bem, minha sorte estava para encontrar seu trágico fim em uma dança.
Edward parou quando percebeu a minha hesitação. Ele suspirou e pousou uma de suas mãos geladas na minha bochecha, aproximando tanto nossas faces que nossas testas quase se tocavam.
- Bella, você não confia em mim? – Ele me perguntou, e o seu hálito doce e intoxicante não estava ajudando muito na minha resolução. Já era difícil negar qualquer coisa a Edward em uma distância segura, quando ele estava tão perto era praticamente impossível. 
- Eu confio. Os meus pés é que são o problema. 
Ele riu novamente e eu sabia que não conseguiria fazê-lo mudar de idéia.
- E cuido dos seus pés, Bella, não se preocupe. – Ele então beijou a ponta do meu nariz e fez meu coração dar um salto absurdo. Acho que se até agora eu não havia me acostumado às reações exageradas que Edward me fazia sentir, eu jamais me acostumaria.
Reconhecendo que aquela batalha estava perdida antes mesmo de começar, eu deixei que ele me levasse para a pista de dança. Na pior das hipóteses ele teria que passar a música inteira me segurando para me impedir de tropeçar nos próprios pés.
Espere, desde quando aquela era a pior hipótese?
Edward fez questão de nos levar até o centro da pista, e eu percebi com uma pontada de terror que os demais casais que dançavam abriram um círculo ao nosso redor.
- Bella, olhe para mim – ele apoiou um dedo no meu queixo e virou meu rosto para ele. Pela infinitésima vez eu me vi perdida nos olhos de topázio do meu anjo particular – Eu estou aqui com você, minha Bella. Nada vai dar errado. Eu prometo.
Naquele momento eu me senti uma suprema idiota por estar dando tanto trabalho a Edward por causa de uma mísera dança. Se ele queria uma dança, se aquilo o faria feliz, ele poderia ter tantas quantas quisesse – ainda que fosse uma tremenda ambição chamar de “dança” os meus movimentos descoordenados e sem o menor pingo de ritmo. Eu assenti, e o sorriso brilhante de Edward foi tão aterradoramente deslumbrante que valeria à pena cair de cara do chão e fazer papel de palhaça na frente de todos os convidados, incluindo quebrar a minha premissa de não dar à Emmett material para gozar da minha cara pelo restante do século.
Edward levantou os meus braços até o pescoço dele e eu senti um arrepio maravilhoso quando ele abraçou a minha cintura. Como se tivesse sido programa, uma música lenta e romântica começou a tocar enquanto eu era embalada cadencialmente.

Only you, can make this world seem right
Only you, can make the darkness bright
Only you, and you alone, can thrill me like you do
And fill my heart with love for only you

Eu encostei meu rosto no peito de mármore de Edward, sorrindo abobalhadamente com a música que a orquestra tocava.
Fechei os olhos, absorvendo as estrofes da letra, ao mesmo tempo em que absorvia cada pequena sensação de deleite que estar nos braços do meu marido. 

Only you, can make this change in me
For it's true, you are my destiny
When you hold my hand, I understand
the magic that you do
You're my dream come true
my one and only you 

Era incrível como uma música tão deliciosamente brega e melosa podia descrever o modo como eu amava Edward, o que ele significava para mim.
Ele era o centro da minha vida. Como minha mãe dissera uma vez, Edward era um planeta e eu seu satélite, cujas órbitas estavam conectadas, e, muito em breve, para toda a eternidade. 
Para a minha surpresa, mas não infelicidade, meus pés pareciam dispostos a colaborar com a resolução de Edward. Creio que aquilo provava ainda mais o quanto eu era incapaz de negar qualquer coisa a Edward – se ele queria que eu dançasse, então nem mesmo meu talento para desastres conseguia ficar no caminho.
A melodia aos poucos foi morrendo, sendo substituída por outra igualmente lenta e romântica. Eu me preparava para continuar sonhando acordada nos braços de Edward, me sentindo nas nuvens ao invés de em uma pista de dança, quando percebi que ele parou. Levantei o rosto, curiosa pelo motivo da interrupção. 
- Minha mãe quer falar comigo – ele disse, antes mesmo que eu perguntasse – E parece que Alice quer falar com você também. 
Eu me virei vendo Alice sorrir com ansiedade no extremo final da pista, enquanto Esme se aproximava de nós. Embora ligeiramente relutante, me soltei de Edward, lançando um sorriso para minha nova mãe quando nos cruzamos na pista de dança, seguindo em direções opostas. Aproximei-me de Alice, mas antes dando uma última olhada para meu marido – definitivamente, eu precisava me acostumar com essa expressão, apesar de admitir que casamento não parecia mais algo tão ruim, considerando que agora era oficial e público que Edward era meu – e vi ele começando novamente a bailar, com a mãe o acompanhando, com uma expressão que eu supunha que fosse orgulho. 
- Ela estava louca para ter um momento a sós com ele antes de vocês dois saírem para a lua-de-mel. – Alice falou, também olhando para Edward e Esme – E como eu também precisava falar com você, acabei fazendo a ela esse favor. 
Voltei-me para minha nova irmã, intrigada, sem conseguir adivinhar qual assunto ela tanto queria tratar comigo a ponto de ser necessário me afastar dos braços de Edward. Possivelmente a dúvida estava estampada no meu rosto, pois ela não se demorou a começar as explicações. 
- Jasper me falou que sentiu algo diferente em você quando foi cumprimentá-la depois da cerimônia. Apesar de ele ter quase sido nocauteado pelas ondas de felicidade que vinham d feliz casal – ela soltou um riso gracioso, voltando depois a ficar séria – ele percebeu uma preocupação forte e profunda vinda de você. 
Inconscientemente desviei meus olhos para a mesa onde Charlie estava sentando entre Sue e Seth Clearwater, conversando descontraidamente – para os padrões de Charlie, é claro. Renee e Phil os acompanhavam, parecendo imensamente felizes. 
- Entendo – Alice murmurou, fazendo com que minha atenção se voltasse mais uma vez para ela. 
- Queria ter certeza que eles vão ficar bem, você sabe, depois que eu realmente me tornar uma de vocês – confessei. 
Alice sorriu de modo enigmático, como se já soubesse de um segredo que ninguém mais tinha conhecimento. O que, no caso dela, invariavelmente era verdade. 
- Eu tenho um pressentimento de que eles vão ficar muito bem, Bella. Até mesmo Charlie. Aliás, no caso de Renee, ela acabou de decidir que não vai esperar até sua volta da viagem para contar as boas novas. 
- Que boas novas? – eu pisquei, aturdida, o que fez com que o sorriso da minha irmã aumentasse um pouco mais, iluminando o rosto élfico dela. 
- Eu não vou roubar esse momento de Renee, Bella. Confie em mim,vai ser muito melhor saber por ela. 
Olhei novamente para a mesa onde os meus pais estavam sentados, percebendo que minha mãe acenava alegremente para mim. Ela pareceu pedir licença aos demais, e, depois de depositar um beijo caloroso na bochecha de Phil, veio em minha direção. 
- Vou procurar Jasper, ficar perto de tantos humanos ainda é difícil para ele – Alice falou em despedida. – É melhor deixar vocês duas sozinhas. 
Mal minha vidente particular deu as costas, fazendo o trabalho pela metade daquela vez, o rosto alegre da minha mãe se aproximou, e, eu senti os braços dela me envolverem em um abraço tão apertado que eu achei que iria sair espremida vestido afora, igual àquelas bananas que não precisam se descascadas nos desenhos animados. 
- Estou tão feliz por você, Bells! – Ela falou. 
- Eu estou sentindo, mãe – brinquei, me afastando gentilmente do abraço. – Então, o que tem para me contar? 
- Como você sabe que eu vim te contar alguma coisa? – Ela perguntou, visivelmente espantada. 
“Bella, sua burra”, pensei comigo mesma, me mal-dizendo por ter sido tão impulsiva com a minha curiosidade. Definitivamente eu não podia contar para a minha mãe que a minha cunhada era uma vampira cujo superpoder era a capacidade de ver o futuro. Para a minha sorte, Renee pareceu ignorar as minhas reflexões pessoais, entusiasmada pelo o que quer que fosse a grande novidade. 
- Bem, não importa como você adivinhou – ela continuou – Eu queria que hoje fosse o seu dia, que não se importasse com mais nada além do seu casamento, mas, se eu não te contar, te juro que vou explodir. 
Ela fez uma pausa que supostamente era necessária para o grande anúncio. 
- Eu estou grávida, Bella! 
Meus olhos se arregalaram e tenho certeza que minha boca havia aberto pelo menos uns dez centímetros devido à surpresa, contudo, não demorou nem meio segundo para que meus lábios se transformassem em um sorriso. Foi então a minha vez de apertar Renee em meus braços, com menos força, é claro, pois havia um irmãozinho ou irmãzinha que eu não queria machucar. 
- Mãe! Eu estou tão feliz por você e pelo Phil!!!! 
Foi nesse momento que minha ficha caiu! E, com os olhos arregalados, fitei Renee. Daqui a nove meses ela estaria com um bebê nos braços. Tudo bem que Phil estaria lá para ajudá-la, mas, ele era complacente demais com as loucuras da minha mãe. Ela precisaria de alguém com mais firmeza para tomar conta dela e do bebê. 
- Acho que vou precisar conversar com Phil sobre o que ele pode ou não deixar você fazer nos próximos meses! – eu disse, soando imensamente séria, a ponto de quase – enfatizando o quase – considerar atrasar a minha transformação para ficar de olho em Renee e no meu irmão ou irmã – E também fazer uma lista de coisas que vocês vão precisar para o bebê e também... 
- Bells – relaxa, Renee interrompeu meu rol de recomendações, soltando uma risada – Eu já fui mãe uma vez, sabia? Praticamente te criei sozinha, e, ao que me consta você está viva, bem e inteira. 
- Mais ou menos inteira – eu ri, começando a relaxar – Mas admito que os pedaços que perdi no meio do caminho são culpa minha e da minha tendência natural para atrair desastres. 
Minha mãe riu mais uma vez, abrindo a boca para responder, mas antes que o fizesse, olhou por cima do meu ombro, sorrindo. 
Eu voltei-me para a direção em que ela olhava, focalizando Edward se aproximando, e, certamente deixando que meu rosto ganhasse um sorriso bobo com a chegada dele. Era tão fácil sorrir quando ele estava por perto. Era natural e certo. 
- Posso roubar a minha esposa por um tempo, Renee? – Ele perguntou. 
-Você não precisa da minha permissão, Edward – minha mãe respondeu com simpatia, e eu senti meu coração pesar alguns quilos a menos depois daquilo. Renee havia brigado e resistido no começo com a história do casamento, mas ela já havia aceitado Edward como genro. 
Enquanto Edward me reconduzia para a pista de dança, Renee voltava para mesa onde Phil a recebia com carinho, levantando-se para ajeitar a cadeira em que ela começava a se sentar. 
- Minha mãe vai ter um bebê – eu disse, aninhando-me novamente contra o peito de Edward, sentindo a mão dele pousar com ternura na minha cintura – e Alice me disse que Charlie vai ficar bem. 
Ele passou a mão com delicadeza pelo meu cabelo, tomando o cuidado de não bagunçar o penteado que Esme fizera. 
- Se você está feliz, eu também estou – a voz macia dele falou. 
Eu me afastei, encarando-o naqueles olhos dourados nos quais eu desejava me perder completa e eternamente. 
- Eu sempre vou ser feliz, Edward, contanto que esteja com você.


Glitter Photos

Nenhum comentário:

Counter

♥Luandabela Headline Animator

Postagens populares

Sexualidade

Sexualidade
Bar Aurora & Boteco Ferraz

Subscribe Now: Feed Icon

va