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______________.#####. Beijos :-***
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Na verdade... :x
Nós todos precisamos uns dos outros, eu, por exemplo, preciso
De você... Do seu carinho e da sua amizade.
Luandabela -)(-:

terça-feira, 4 de maio de 2010

Os afetos que nos afetam afetam

Os afetos que nos afetam afetam


Da teoria dos humores gregos ao Prozac contemporâneo.


POR ANDERSON PEREIRA*


"Jesus chorou" (João 11:35)
Sim, Jesus chorou. A Bíblia nos diz que Ele chorou alto e com lágrimas em suas orações (Hebreus 5:7). Ele chorou por causa de sua amada cidade, Jerusalém (Mateus 23:37). Um de seus ensinamentos mais famosos e que nos mais nos revigora é encontrado nas famosas Bem-Aventuranças: “Bem aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mateus 5:5).
A Teoria humoral
Também conhecida por teoria humoral hipocrática ou galênica segundo as quais a vida seria mantida pelo equilíbrio entre quatro humores: sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra, procedentes, respectivamente, do coração, sistema respiratório, fígado e baço. Cada um destes humores teria diferentes qualidades: o sangue seria quente e úmido; a fleuma, fria e úmida; a bílis amarela, quente e seca; e a bílis negra, fria e seca. Segundo o predomínio natural de um desses humores na constituição dos indivíduos, teríamos os diferentes tipos fisiológicos: o sanguíneo, o fleumático, o bilioso ou colérico e o melancólico.
Após muitos séculos ainda sofremos dos mesmos “males” no plano subjetivo, muitos sofrem das dúvidas do existir, outros das angústias diante das escolhas, do medo, da saudade, arrependimento, ou de todos juntos, mas enfim que ninguém diga que já encontrou a cura para a saudade.
De muleta em muleta, em vão, junta-se esforços para “curar” aquilo que é a mais sublime virtude do humano, a capacidade de sentir, de ser afetado pelas situações, de aprender com esses sentimentos, a oportunidade de entender e extrair seu próprio saber a partir dos afetos que lhe afetam; assim da teoria dos humores gregos ao prozac contemporâneo as fantasiosas ilusões que muitos adoram ter, muitas vezes não resistem ao “real” do cotidiano. Se no princípio era o Verbo, na atualidade é o mando, aquilo que se entende como discursos que legitimam práticas de poder e de “arbitragem sobre os corpos”, e cada vez menos nos autorizamos a cultivar a dúvida como possibilidade existencial, é comum desejar a certeza a qualquer custo. No plano das “interações sociais”, nota-se comumente que se prefere uma má explicação imediata a uma dúvida momentânea.
A dúvida parece ser insuportável para nossa cultura, assim, nem reflexivos, nem poéticos, muito menos filosóficos, nisso seguem muitos, essas são algumas das características dos sujeitos dos nossos tempos; Tempos de pragmatismo imediato, de exatidão, da justa medida, da justa certeza, da justa palavra, do justo pensar, enfim, tempos da “justiça do equívoco” ordinariamente sedutora porém de pouco valor. Vivemos em uma época de produção de “verdades”, de “certezas” ainda que essas se mostrem tão incertas quanto frágeis, e aquilo que é frágil por si só se quebra...
O que é o que é?? Clara e salgada, cabe em um olho e pesa uma tonelada, (...) e eu que me julguei forte, e eu que me senti, serei um fraco, quando outras delas vir (...) borrou a letra triste do poeta, (só) correu no rosto pardo do profeta. E até Jesus chorou. (Racionais Mc’s)
Uma pitada de Mito e Biopoder
A preocupação com a explicação da saúde e da doença sem ser em bases sobrenaturais nasce pelo menos em termos de Ocidente com a filosofia grega na sua busca em ter uma explicação da constituição da natureza em bases aparentemente racionais para época. A Teoria humoral conhecida também como (quatro humores) fez parte do principal arcabouço teórico de explicação racional da saúde e da doença entre o século 4 a.C. e o século 17.
Hipócrates (460a.C.-377a.C.) Ele é o fundador da ciência médica, traz o fim dos mitos que descrevia a medicina como uma manifestação mágica e divina. Segundo Hipócrates, as doenças surgiriam pelo desequilíbrio entre o sangue, a fleuma, a bílis e a atrabile. Esta é a famosa teoria dos quatro humores corporais, que dependendo das quantidades presentes no corpo, levariam a estados de equilíbrio ou de doença e dor. Esta teoria veio a influenciar posteriormente Galeno, que desenvolveu a teoria dos humores, que dominou o conhecimento até ao século 18.
Galeno considerava que o corpo traz em si os elementos para a sua própria recuperação. Nisso as doenças do corpo e da alma como chamavam a psiquê, eram consequências de um desequilíbrio entre os humores, onde a causa principal seria as alterações provocada pelos alimentos, os quais, ao ser digeridos pelo organismo, sintetizariam os quatro humores. Entre os alimentos, Hipócrates incluía a água e o ar. O papel curativo da ciência até aí era ajudar a “physis” a seguir os seus mecanismos normais, ajudando a expulsar o humor em excesso ou contrariando as suas qualidades, restabelecendo-se então a saúde.
Alcméon de Crotona
Alcmeão de Crotona (Alcmeon) (VI a.C.) foi um filósofo pré-socrático, médico grego e um dos mais importantes discípulos de Pitágoras. Segundo escritos da época foi também o primeiro a relacionar o cérebro com as funções psíquicas, a psyqué, ao descobrir, por dissecação, que certas vias sensoriais terminavam no encéfalo e elaborou uma teoria da desarmonia como causa de enfermidades. Desenvolveu uma teoria acerca da origem e dos processos fisiológicos das sensações, sugerindo que os sentidos estariam ligados ao cérebro.
Mas antes disso, um longo percurso se deu com Alcméon de Crotona (fl. 535 a.C.) baseando-se na ideia de Pitágoras (560-480 a.C.) sobre o equilíbrio em proporções numéricas definidas, foi o primeiro a caracterizar a saúde como um equilíbrio no corpo humano de qualidades opostas, como o frio e o quente, o úmido e o seco, o doce e o amargo. A partir disso, a doença seria também um desequilíbrio, uma desproporção entre essas mesmas qualidades, assim no mesmo caminho desenvolvendo as teorias de outros filósofos sobre a importância da água ou do fogo como elementos base na constituição da matéria. Empédocles (492-432 a.C.) definiu os quatro elementos, terra, água, ar e fogo e como sendo os constituintes de todas as coisas, as quais variavam entre si na proporção em que entrava cada um desses elementos. Para ele, a doença era provocada por desequilíbrio entre esses elementos na constituição do corpo humano. Assim, essas abordagens davam conta de tentar explicar o “real” para as mentalidades da referida época. Atualmente, a ciência ocupa paradoxalmente o lugar do mito, autorga- sea autoridade de explicar o mundo sob sua ótica e, além disso, promete a cura dos males que atormentam a humanidade desde a sua tenra existência sobre a Terra.
Dessa forma, o que diria Hipocrates sobre, chamada por muitos especialistas, a epidemia de depressão contemporânea, como no caso do filme Geração prozac? E nisso como se colocará as futuras gerações? É justamente isso que deixa claro o não “resolvido da existência”, não desenvolver sensibilidade para compreender todos os aspectos da vida; se a alegria faz parte da vida, a tristeza também, numa visão mais crítica a biopolítica lida com a população humana nisso. Foucault apresenta como exemplos da nova atuação do Estado a criação das instituições públicas para a medicalização da população, a higiene pública, o controle das epidemias e a criação das instituições de assistência à população. A cidade se torna o “locus” privilegiado da atuação biopolítica.
No trabalho acadêmico “Em o Uso do Corpo”, em 1923, com 31 anos, J. B. S. Haldane, um dos fundadores da genética de populações, previu que em menos de cinquenta anos já se criariam embriões e fetos inteiramente fora do útero, seguida pela implantação do zigoto no útero. Atualmente a medicina concentra muito poder fazendo transferência de genes atuando em conjunto com a imensa indústria farmacêutica. Nesse cenário de práticas cientificistas que visam a tudo responder e que sempre ultrapassam em seu próprio anseio, os efeitos colaterais são mais insuportáveis que o suposto incomodo inicial. Se antes o mito respondia as questões da existência, hoje os medicamentos não atendem a demanda posta.
Um pouco de existencialismo e ideal
Já ao nascer choramos ao invés de sorrirmos, talvez isso já seja o prenúncio do estar nesse mundo, numa abordagem existencialista, a porta de acesso à condição humana é a experiência da angústia. Nisto concordam todos os existencialistas, e podemos então primariamente considerar que o existencialismo é um voltar-se para a singularidade e particularidade do indivíduo, na linguagem de Heidegger com o conceito de “ser-nomundo” traça-se um caminho para o inesperado, uma espécie de “elogio ao imprevisto”, que já é um razoável ponto de partida para uma maior lucidez no entendimento da sua própria condição no mundo, nisso o ser humano sempre está aberto para tornarse algo novo, sempre está para além da situação na qual se encontra.
Geração prozac
(Prozac Nation, EUA/ Alemanha,2001) Elizabeth é uma típica personagem da pós-modernidade, em busca do sucesso profissional, se sobrecarrega na produção de seus artigos para revistas, estudando em uma Universidade que exige grande dedicação de tempo e esforços. Sofre com os problemas da mãe que trabalha também cada vez mais para suprir os gastos dela, principalmente com o pagamento da terapia, e acaba cada vez mais ansiosa, sendo isso percebido pelo excesso no fumo e os gritos histéricos em que diz que não aguenta mais viver e acaba rendendo-se a medicalização. Não se sente capaz de controlar sua vida, não consegue seguir o que lhe impõe o poder de controle tão evidente dentro da Universidade, onde cada um deveria se vigiar e se conter.
Schopenhauer
Postulou que o mundo não é mais que Representação, foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã. Ficou conhecido por seu pessimismo e tem contato com o Budismo como uma confirmação dessa visão. Assim a suprema felicidade somente pode ser conseguida pela anulação da vontade.
Como um certo “gerúndio prolongado” que se estende por algumas décadas, ou ainda um eterno rascunho, projeto ou esboço, um ser inacabado, devir para existencialista, essa condição posta do ser humano, esse encontrando-se numa situação, num círculo de afetos e interesses no qual o homem se acha sempre imerso, porém, nunca preso a ele estando na condição então de “devenire encarnado” se reinventando a cada passo, como Sartre em uma das suas máximas em o que mais vale e o que homem faz do que fizeram dele.
Ser ou não ser, eis a questão. Somos a própria essência oculta em nós, enigma em si. O filósofo alemão Martin Heidegger disse: “O homem é um ser que está para além da sua própria situação”. Sören Kierkegaard considerava que ao escolher deixava-se de lado outras opções sem ter certeza de que a escolha foi a melhor ou será bem-sucedida. Eis que aí está o desespero do homem na relação do “Eu” consigo mesmo, não há escolha sem angústia. Para Kierkegaard, o existir autêntico afirma-se no compromisso ao risco das escolhas da vida cotidiana, que busca-se em uma verdade vivenciada e não teorizada. Esta vai expressar-se no comportamento do dia a dia frente as demandas próprias do “estar neste mundo”. Por isto, a verdade é fruto da ação e não de um pensamento teórico, daí a angústia porque ninguém pode fugir a este sentimento que acompanha toda escolha. Cada escolha é um ato de optar por um sentido existencial. Quando escolho sou eu quem me escolhe, eu que me fabrico, pois toda opção é feita em função de uma opção interior, pela qual eu julgo que irei me realizar. A escolha muitas vezes é uma aposta de satisfação.
Friedrich Nietzsche colocava em seu Ecce Homo que “a mentira do ideal seria a maldição da realidade por muitos séculos” Então eis que emerge a questão. Viver buscando a perfeição? Ou viver consciente de que a vida perfeita é impossível? Diante desse dilema subjetivo como decidir? Nesses termos a vida ideal seria uma espécie de “utopia trágica” com a única função de provocar frustração e uma sensação de dever não cumprido, o que geralmente desencadeia sentimentos de fracasso e a desintegração de uma autoimagem positiva.
Os afetos que nos afetam têm função de provocar reflexão de como ainda depois de muitos séculos, em muitos aspectos, sofremos dos mesmos males, angústias, medos, ansiedades e incertezas. Esses são apenas alguns dos muitos fantasmas que atormentam a humanidade há séculos, e ao que tudo indica parecem ser constitutivos do existir humano, como se não houvesse humano onde não houvesse angústia ou algum tipo de desconforto no existir. Seria então a vida uma experiência de manifestação do inesperado?
Trazendo a reflexão para o campo do cotidiano na sua contra posição questionaríamos como iremos nos manter sóbrios sem tornarmo-nos medíocres e ainda livres das “Muletas química”? Se temos que receitar algo, que tal receitar uma dose diária de Arte? Schopenhauer admitia que a arte representaria um paliativo para o sofrimento humano, podemos entender que a arte tem o poder de defrontar o humano com suas emoções mais íntimas e sutis, então para não sofrermos muito pelos ideais não atingidos, a título de sugestão, mais Arte e Filosofia e menos Prozac.
*Anderson Pereira é psicólogo e palestrante - pereira@portalnese.com







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