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__________♥Olá♥ Caríssimo♥
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__DIA___________*##.
______________.#####. Beijos :-***
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Na verdade... :x
Nós todos precisamos uns dos outros, eu, por exemplo, preciso
De você... Do seu carinho e da sua amizade.
Luandabela -)(-:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Do sonho ao pesadelo na Cidade do Sol


Do sonho ao pesadelo na Cidade do Sol

Elisa Elsie/Governo do Rio Grande do Norte/Divulgação

Cratera aberta pelas fortes chuvas de janeiro na BR 101, próximo a Natal
Edmilson Lopes
De Natal (RN)
Chuvas fortes assolaram a esquina do Atlântico Sul no final de janeiro. Em consequência, alagamentos e pequenos desabamentos infernizaram a vida dos natalenses e dos turistas que buscavam encontrar o tão propagandeado sossego tropical. Uma das pistas da Br-101, quase a única via de acesso à capital do Rio Grande do Norte, ruiu completamente tornando um teste de paciência a entrada na cidade. Para se ter uma idéia, o trajeto entre o Aeroporto e a Via Costeira, onde se localizam os principais hotéis, que normalmente dura cerca de 20 minutos, passou a ser feita, dependendo da sorte, em até duas horas.
Esse pequeno desastre, cuja correção custou alguns milhares de reais ao erário público, foi a consequência perversa da destruição de uma duna, situada à margem do Rio Pitimbu, que passa sob a rodovia, para dar lugar a um luxuoso condomínio. Retirada a cobertura vegetal original, a área de dunas tem erodido de tempos em tempos provocando o assoreamento de um curso d'água que é responsável por grande parte do abastecimento da cidade.
No início de janeiro, em resposta a uma ação de questionamento da forma predatória e insustentável de ocupação da Via Costeira provocada por órgãos federais, o chamado "trade turístico" reagiu como se a suspensão de novos empreendimentos na área fosse algo como a tomada da cidade pelos bolcheviques. Não faltou, naquele momento, reuniões empresariais e compungidos pedidos de desculpas de autoridades municipais, além de patéticas manifestações em defesa da "livre iniciativa" e do "desenvolvimento".
Tem sido esse o modelo sócio-econômico e cultural da urbanização da Grande Natal nas duas últimas décadas. Embalada pelo crescimento dos equipamentos destinados ao consumo turístico, essa urbanização tem se traduzido na devastação de áreas ambientalmente frágeis. Dunas e lagoas têm sido aplainadas e soterradas para dar lugar a espigões com nomes de apelo comercial. E aí, para desespero dos homenageados, que devem estar se remexendo nas tumbas, onde antes havia réstias de mata atlântica temos agora existem torres com nomes de pintores franceses e espanhóis. Monstrengos com reluzentes identificações como Picasso e Monet, com certeza, você encontrará ao menos meia dúzia. Também se homenageiam escritores. Cervantes e Neruda também emprestam seus nomes a desatinos imobiliários.
Populares mesmo são os empreendimentos que ostentam nomes com traduções de "Vista Verde", "Cidade Verde" e "Parque Ecológico". Claro, claro, esse é um padrão nacional. E o dinamismo da indústria da construção civil expressa também uma dimensão mais do que positiva do crescimento econômico dos últimos anos. Mas, vamos com calma. Em uma cidade que conta com menos de 30% de seu território urbano dotado de saneamento básico, além de assentada, como já afirmei mais acima, em uma área de dunas, o crescimento desordenado conspira contra o seu próprio futuro.
Na década de 1980, quando começou a ser inserida no mercado mundial de paisagens turísticas, Natal era vendida como um lugar para quem buscava "qualidade de vida". Afinal, vangloriava-se o seu marketing urbano, a "cidade do sol" detinha o "ar mais puro da América do Sul". Muitos dos visitantes não resistiram ao charme de um território no qual oceano, dunas, lagoas e um verde luxuriante forneciam os referentes para a vinheta publicitária que dizia que "viver aqui é sonhar". Três décadas depois, com o seu território urbano quase completamente impermeabilizado, sem escoamento razoável para as águas pluviais, não é raro que os que aqui vivem tenham a sensação de que o sonho se transformou em pesadelo.
Edmilson Lopes Júnior é professor de sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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