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__________♥Olá♥ Caríssimo♥
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______________.#####. Beijos :-***
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Na verdade... :x
Nós todos precisamos uns dos outros, eu, por exemplo, preciso
De você... Do seu carinho e da sua amizade.
Luandabela -)(-:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O guia da floresta


O guia da floresta

Renato Perim/Gentileza

O guia Iracildo Fonseca exibe para turistas um jacaré de área de preservação no Pará
Eliano Jorge
De Jamaraquá (PA)
A escuridão prevalece em torno do igarapé. Nuvens de temporal disputam o céu fartamente estrelado. São cerca de 22h30. Iracildo Fonseca, de 50 anos, deixa três adultos e uma criança na canoa. Munido apenas de uma lanterna, caminha na água rasa. Gasta uns 15 minutos revistando a vegetação com as mãos. De repente, traz nos braços, para os turistas, um jacaré de aproximadamente 1,2 m.
Após longa sessão de fotos, vídeos e carícias, o jacaretinga é devolvido à natureza. Todos estão em êxtase. Iracildo ainda lamenta a fuga da anaconda que acabara de avistar. Ele e mais 152 pessoas, quase todos parentes, vivem ali na comunidade do Jamaraquá, na Floresta Nacional do Rio Tapajós. Estão a três horas de barco da vila de Alter do Chão, de cerca de 3 mil habitantes e cenários paradisíacos, localizada nos arredores de Santarém, no Pará.
Maior conhecedor da região, Iracildo conduz a passeios pela reserva ambiental visitantes oriundos de diversos países. Eles costumam dormir em redes, no terreno onde mora a família do guia, abrigados e alimentados por algumas horas ou vários dias. O dinheiro dos forasteiros se reverte em melhorias para os habitantes locais, organizados numa associação. Não faltam energia elétrica, saneamento básico e antena parabólica.
 
A cabana em que os turistas dormem, na propriedade de Iracildo
(foto: Renato Perim)
A exploração da flora e da fauna é restringida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A preservação atrai o turismo.
- Cada bichinho quer ser mais bonito que o outro - conclui Iracildo, que não para de identificar uma infinidade de espécies animais e vegetais.
- A gente já não sabe se aquele nome é de planta, bicho, rio, lugar... - ironiza a psicóloga Liliane Ribas.
Com "os antigos", Iracildo aprendeu a se virar na selva e caçar para ajudar no sustento da mãe e dos três irmãos a partir dos oito anos. Dos 12 aos 20, conta, isolou-se na mata, evitando as pessoas, praticamente incomunicável. Hoje, não poupa simpatia, emendando piadas e "tirando brincadeira". Adora narrar bem-humoradas fábulas, protagonizadas por animais de sua terra, como "o compadre macaco e a comadre onça".
- Até uns três anos atrás, tinha fama de brigador nas festas. Agora nem bebe mais - relata um guia local.
Iracildo tem se esquivado de confusão, releva desavenças e provocações. Ele e Socorro, de 47 anos, esperam o 14º filho do casal. Netos já são 22.


Iracildo conta uma de suas inúmeras histórias no igarapé (foto: Renato Perim)
Melhor que GPS
Minutos após encontrar um jacaré açu, que ele estimou em 2 metros de comprimento, Iracildo resolveu avisar os meninos que pescavam barulhentamente no breu. Na canoa, as pessoas atrás dele mal o escutavam. Na outra margem do igarapé, o filho entendia absolutamente tudo, e respondia no mesmo tom de voz quase inaudível. Os turistas demoraram a entender o balbucio e se espantaram com a manutenção de um diálogo, que parecia ocorrer numa frequência sonora própria.
Outro exercício limitado ao especialista é desvendar a localização de macacos que parecem ventríloquos.
Enxergar também se torna uma experiência limitada numa caminhada com ele na selva. Iracildo distingue pistas que olhares urbanos não detectam de jeito algum. "Tá meio mexido", indica aparentemente imperceptíveis rastros de animais nas folhas e na terra.
Analfabeto declarado, ele domina os sinais da natureza.
Numa ocasião, um turista francês resolveu testar com um GPS as orientações de Iracildo, depois de um longo giro pela floresta. Espantou-se com a precisão do seu guia humano, cuja vantagem é não ter a bateria descarregada. Ele parece incansável, com disposição para navegar durante horas, fazer trilhas, pescar e providenciar a logística doméstica.
- Eu conhecia super-heróis só no cinema americano. Agora admiro esse super-herói brasileiro - comentou Liliane Ribas, ao lado do namorado, o advogado Renato Perim, outro fã do paraense.
Os dois não esquecem a apreensão depois de encontradas algumas pegadas de onça numa trilha. Iracildo foi questionado sobre o perigo de surgir o felino. "Estou armado... Tenho um facão aqui", respondeu com a maior naturalidade, atrelada a seu visual de Charles Bronson amazônico.
Ele garante ter escapado da morte em ataques de jacaré, cobras, onça... "Não tenho medo de nada. Só de cobra venenosa, um pouquinho".
O espetáculo de manusear jacaré já lhe causou uma dentada que perfurou seus dois antebraços. E exigiu mais precauções e adaptações técnicas. Porém, não significou nenhum trauma. Iracildo permanece indissociável da natureza. Tanto, que cogita até se transformar no lendário monstro malcheiroso da Amazônia:
- Índio velho é que vira mapinguari. Quem sabe eu não viro também


 
Pôr-do-sol no Rio Tapajós, a bordo do barco de Iracildo
(foto: Eliano Jorge/Terra Magazine)


Terra Magazine

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