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_________________Luandabela♥♥♥
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__________♥Olá♥ Caríssimo♥
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___EU___*####*
__QUERO___*####
__VOCÊ_______*##*
__FELIZ TODO___*##
__DIA___________*##.
______________.#####. Beijos :-***
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__________.####*__*####
Na verdade... :x
Nós todos precisamos uns dos outros, eu, por exemplo, preciso
De você... Do seu carinho e da sua amizade.
Luandabela -)(-:

domingo, 1 de maio de 2011

UM SÁBIO DIFERENTE

UM SÁBIO DIFERENTE







Conta-se que vivia em um velho hotel em Marrakech, um


homem de nome Vladimir Kolievich.






Falava pouco e quando conversava com os outros hóspedes


 não fazia referências sobre seu passado.






Deixava, às vezes, escapar observações eruditas, que davam


 mostras de grande e extraordinário saber.






Uma noite, quando vários hóspedes se encontravam reunidos


na sala, uma jovem escritora russa perguntou se alguém


 saberia onde ficava um rio de nome Falgu.






Embora se tratassem de pessoas cultas e estudiosas, todos


 confessaram ignorar tal informação.






Para surpresa geral, porém, o misterioso Vladimir


 aproximou-se dizendo: “o rio falgu fica perto da cidade de


 Gaya, na Índia.






Para os budistas é considerado um rio sagrado, pois junto a


 ele Buda teria recebido a inspiração divina.”






Diante da admiração de todos, ele continuou: “seu leito


 apresenta-se coberto de areia, parecendo eternamente seco


, árido como um deserto.






O viajante que dele se aproxima não vê água, nem ouve o

menor rumor do líquido. Cavando-se, porém, alguns palmos


 na areia, encontra-se um lençol de água pura e límpida.”






E com a simplicidade e a clareza peculiares aos grandes


sábios, passou a contar coisas curiosas, não só da índia, mas


 também de diversas partes do mundo.






Falou sobre “Filanezes”, espécie de cadeiras usadas pelos


 habitantes de Madagascar, quando viajam.






Depois discorreu a respeito da vida e da obra de diversos


 romancistas franceses.






Todos estavam admirados com a facilidade com que ele


 passava de um assunto para outro, sem perder a segurança


, não deixando pairar qualquer dúvida sobre a extensão de


 seus conhecimentos.






De repente começou uma forte ventania e algumas pessoas


 ali presentes mostraram-se assustadas.






Vladimir acalmou a todos, tecendo comentários


 esclarecedores sobre variados flagelos da natureza.






No dia seguinte um dos hóspedes, seriamente intrigado,


 procurou Vladimir para saber, afinal, quem seria aquele


 sábio que quase passara ignorado: “o senhor maravilhou-nos


 ontem com seu saber.






Não imaginávamos que tivesse tão grande cultura.






Na sua academia, com certeza...”






Foi interrompido por Vladimir que se sentia muito


constrangido pela forma como era tratado.






“Não me considere um sábio.






Eu pouco sei, ou melhor, nada sei.






Não reparou nas palavras de que tratei?






Falgu, Filanezes, França, flagelos ...






Todas começam com a letra ‘f’.”






Como o seu interlocutor parecia surpreso, explicou: “estive


, por motivos políticos, preso durante dez anos nas prisões da


 Sibéria.






O condenado que havia ficado antes na cela em que me


 puseram, deixou os restos de uma velha enciclopédia.






Como não havia com o que mais me ocupar, li e reli, centenas

 de vezes as páginas que possuía. Eram todas da letra ‘f’.






Sou precisamente o contrário do rio Falgu, pois pareço


 possuir uma correnteza enorme e profunda de saber.






No entanto, minha erudição não vai além de alguns verbetes


 decorados da letra ‘f’ de uma velha enciclopédia.”






Pensamento






As pessoas costumam se iludir facilmente com aparências e


belas palavras.






Criam expectativas, idolatram os outros, para logo em

 seguida, ao conhecê-los um pouco melhor se dizerem


 desapontados e desiludidos.






Só se desilude quem se ilude, porque buscamos mitos e


modelos em seres tão imperfeitos quanto nós mesmos.






Jesus, nosso Irmão e Mestre, sim, é o único Modelo seguro do


 qual podemos nos valer, hoje e sempre.






Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro

os Melhores Contos, de Malba Tahan, pp. 19-23, Editora


 Record, 17ª edição.






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